parto de palavras

rosane coelho

Meu Diário
17/03/2011 19h50
ROSA DE HIROSHIMA

Rosa de Hiroshima

          Vinícius de Moraes / Gerson Conrad

 

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

 

------ X ------ X ------ X ------ X ------ X ------ X ---

Triste rosa hereditária a renascer no solo do Japão. Sem cor, sem perfume, sem rosa, sem nada...

 

 

 


Publicado por Rosane Coelho em 17/03/2011 às 19h50
 
29/03/2010 02h13
O TEMPO
helena kolody

recebi de nédier e compartilho.

Publicado por Rosane Coelho em 29/03/2010 às 02h13
 
02/11/2008 21h52
“TUDO O QUE CHEGA, CHEGA SEMPRE POR ALGUMA RAZÃO.”

(Fernando Pessoa)



As respostas às nossas questões moram dentro de nós mesmos. Cada um de nós é o oráculo de seus motivos. 
Quanto aos acontecimentos fortuitos, ou os justificamos ou, simplesmente, os aceitamos. Em qualquer das hipóteses, sempre é possível encontrar uma fagulha de luz que nos aqueça o corpo e ilumine o coração.
Pecado é uma questão de juízo...
Depende da sua vocação para ser feliz!


A citação de Fernando Pessoa, recebi de Nédier TVF. 
Pra ela o comentário.
Com um carinho do tamanho de um bonde, ou com um bonde cheio de carinho!


Publicado por Rosane Coelho em 02/11/2008 às 21h52
 
26/07/2008 23h20
RETRATO DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

RETRATO DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE 
Vinicius de Moraes


Duas da manhã: abro uma gaveta
Com um gesto sem finalidade
E dou com o retrato do poeta
Carlos Drummond de Andrade.
Seus olhos nem por um segundo
Piscam; o poeta me encara
E eu vejo pela sua cara
Que ele devia estar sofrendo
Dentro daquela gaveta há muito.
Tiro-o, depois com mão amiga
Limpo-o da poeira que lhe embaça
Os óculos e suja-lhe a camisa
E o poeta como que acha graça.
Procuro um lugar para instalá-lo
Na minha pequena sala fria
Essa sala tão sem poesia
Onde me reencontro todo dia
E onde me sento e onde me calo.


Poema inédito de Vinicius, descoberto pelo poeta e professor Eucanaã Ferraz, que será publicado em novembro no livro "Poesia Esparsa", título provisório de um dos 15 lançamentos ligados ao poeta carioca, que a editora Companhia das Letras coloca no mercado até 2011.
Segundo Ruy Castro, Vinicius considerava Drummond o "único poeta brasileiro de caráter universal".
Drrummond referia-se a Vinicius como o "único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural. Eu queria ter sido Vinicius de Moraes".
Únicos. Singulares. Indispensáveis à construção da poética brasileira.



Publicado por Rosane Coelho em 26/07/2008 às 23h20
 
22/02/2008 19h29
SOCORRO
(Alice Ruiz e Arnaldo Antunes)

Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir
Socorro, alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor nem dor
Já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena, qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Socorro, alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento, acostamento, encruzilhada
Socorro, eu já não sinto nada

* enviado pela parceira nédier *
* foto: adoração da floresta - victor melo *


O sentido da vida é a busca. O encontro que preenche transborda-nos em vazio. Nosso hábito é a fome. A saciedade nos é estranhamente assustadora.

Publicado por Rosane Coelho em 22/02/2008 às 19h29



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